
Como no artico derreti as geleiras quando chegou a primavera – a alegria, a “vida”- deixei o calor do sol invadir e me encher...e fui completamente preenchida.
Festejei na lua cheia com a maré alta ( quando a maré sobe tudo muda), experimentei momentos de plenitude e calmaria, mas onde sou mais calma é onde sou mais profunda. E existe calmaria na profundidade? e essa é a minha natureza.
Vieram as tempestades de verão, aliás sou a chuva, o sol, e o mundo. Me julgam irreconhecível, diferente, mas por baixo da turbulência sou a mesma. Precisei ser clara, e fui, porém de maneira dúbia, como as águas de um recife - mais tarde quebram violentamente nos rochedos - para mostrar minha verdade.
Nem mais, nem menos, sou minha própria verdade, a minha existência, crente numa vida que parece descrente, a primavera passa, o calor também e é chegada a hora de reconstruir as pontes de gelo que ligam os continentes, os corpos, as mentes: o encontro!
E o encontro e o reencontro será possível até a próxima primavera, ou não!
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