terça-feira, 30 de novembro de 2010

Vento brisa e vento ventania

Eu filha do vento brisa e ventania...

E vento tem filha?

O vento não sei se de bom grado ou não, me deixou entrar na vida dele e no final das contas cuidou de mim no tempo e da forma que eu precisava. As vezes o vento era a ventania e depois se tornava uma brisa, mas o vento sabe se controlar e ser ameno quando necessário, para não poder quebrar e deixar de existir.
Muitas vezes o vento nunca estava comigo, pois o vento é nômade, não encontra ninho e quando encontrava fugia pelas minhas mãos... eu não tinha como evitar pois eu era metade terra e metade vento. Tive que me “criar sozinha” apesar de viver na casa do vento.
De tanto me criar sozinha, tive me adaptar ao que o vento me proporcionava e não sei se é bom ou ruim mas desenvolvi uma “diplomacia moleca” que as vezes tenho raiva dela, não sei se também herdei isso do vento.
Mas enfim...
O vento um dia quebra e deixa de existir... e assim me tornei a filha do vento, que nunca vai poder ser por completo igual ao vento...mas ... sempre vai mesmo que sem querer as vezes ser brisa e ventania.

Voe por todo mar e volte aqui

Pro meu peito...

Se você for, vou te esperar

Com o pensamento que só fica em você
Aquele dia, um algo mais

Algo que eu não poderia prever

Você passou perto de mim
Sem que eu pudesse entender
Levou os meus sentidos todos pra você
Mudou a minha vida e mais
Pedi ao vento pra trazer você aqui

Morando nos meus sonhos e na minha memória
Pedi ao vento pra trazer você pra mim

Vento traz você de novo

O Vento faz do meu mundo um novo
E voe por todo o mar e volte aqui
Pro meu peito...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Lenda de aquila

O que é pra ser nosso ninguém tira nem que seja na outra vida agente tem


Eu nunca poderia imaginar
Um filme que passou outro dia
Fosse a história
De uma lenda de amor
Queriam izabeau mas ela era minha

Só um pacto de guerra
Com as forças do além tiraria
Você de perto de mim
Um céu azul e o mar bastaria
Mas veio o vendaval
Levou você de mim
Um bruxo fez a feitiçaria
E assim o nosso amor
Transformou-se numa eterna ferida

E assim ficou
A lenda do amor
De dia águia
De noite um lobo
Impossível se amar

E assim ficou
A lenda de áquila
Totalmente igual ao nosso amor

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sinto, sinto, sinto e sinto


Isso ao contrário do que muitos pensariam não é um começo de mais um poema que estou a começar a rabiscar, é algo abstrato que só entenderá quem tem sensibilidade suficiente .
O ser humano, uma das "máquinas" mais sensíveis que o criador conseguiu programar e executar no entanto, as vezes as memórias são deletadas por “panes de sistema” e daí ocorrem desconfigurações brutais: o homem é a "máquina" mais sensível que existe e é tanto que muitas vezes se torna uma máquina perfeita!

As vezes fico pensando, como seria sem o pecado tentador da maçã...

Isso não é um ataque dual aos insensíveis, mas uma tentativa de alertar que somos tiranos em perfeição, o humano é completamente desumano e sente mais ódio que amor quando quer ser intenso...
... a intensidade fica nas próprias reticências....

...dependendo da proviniência do sentimento!

Amor trás amor
ódio trás odio

Já escutei esse jargão por algum lugar, mas os antigos nunca erram e são os mais experientes, e concordo que as pessoas devem deixar-se preencher dos bons fluidos que a vida tem a oferecer:
Uma risada entre amigos não tem preço
O carinho de uma pessoa a quem se tem amor verdadeiro e inigualável
Uma companhia gostosa é inesquecível

A vida é cheia dos pequenos prazeres que se tornam mais intensos que um beijo apaixonado, isso quando se sabe sentir , sentir , sentir e sentir
E não simplesmente sentir