quinta-feira, 16 de setembro de 2010

abstraçao e realidade

Quase nunca exponho meus sentimentos aqui no blog, até porque minha natureza não me permite isto, mas hoje vou falar um pouco dos meus pensamentos
Felicidade...
A humanidade busca insaciavelmente felicidade e quanto mais, melhor!
Felicidade profissional, amorosa, familiar, social... seja qual for nunca é demais, e nessa busca desgovernada por felicidade chego a me perguntar, o que é felicidade?
Segundo um certo dicionário: A felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até à alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem ainda o significado de bem-estar ou paz interna. O oposto da felicidade é a tristeza.
Para mim e quem mais concordar, “felicidade é abstração, não por ser um sentimento, mas por ser tão devotada entre os mortais e em sua essência não existir”.
E sinceramente respondo a felicidade nao existe, pois nao é um sentimento digno dos seres defeituosos que somos, muitas vezes nos vendemos em busca do júbilo ou abdicamos de nossas vontades para ter apenas um prazer...
E ser feliz é ter todos os prazeres!
Pessimista?pecaminosa? Não!
Apenas “feliz”, e nunca contente, sempre lutando para ter tudo e ao mesmo ter nada... pois sou mortal, e se fosse feliz nunca morreria ou deixaria falecer de corpo ou de alma os alguens que tanto quero bem, para assim, evitar rolar de meus olhos a marca mais profunda da “felicidade” dos imperfeitos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Esquecendo o inesquecível!

O tempo, ah o tempo, esse inimigo insólito do homem, a tudo e a todos corrói. Transforma sentimentos e apaga o inesquecível.
Viver a intensidade, os melhores anos da vida, sentir a alma pulsar, o coração ressoar... sentir, sentir e sentir.
Sentir mais do que ver, isso é inesquecível!
O tempo passa... viver o inesquecível torna-se rotina, o turgor aflora das entranhas e de repente a bomba: o amargor, o amargor e o amargor... o doce explode: Viver o pleno, o inédito já é diário!
A rotina passa ao ineditismo, e como num passe de mágica, a rotina já não é mais a companheira favorita e, volta-se a querer viver a explosão do sentir, do pulsar, do ressoar... ao ineditismo, no entanto, já não é mais possível.
Então é chegada a triste hora: O luto pela morte não da carne, mas da Vida, a hora de esquecer o inesquecível, senti-lo escapar pelas mãos e também ver, para concretizar junto ao pensamento a perda do que se teve e nunca se soube preservar. É chegada a hora de sofrer, sentir-se diminuto, arder...
É chegada a hora de esquecer o inesquecível, não por vontade, mas por necessidade, para não se morrer de dor, ao presenciar o inesquecível nas mãos do outro.
Na sua estante - PITTY
Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres e outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não securam
E essa abstinência uma hora vai passar...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Vivendo...



Como no artico derreti as geleiras quando chegou a primavera – a alegria, a “vida”- deixei o calor do sol invadir e me encher...e fui completamente preenchida.
Festejei na lua cheia com a maré alta ( quando a maré sobe tudo muda), experimentei momentos de plenitude e calmaria, mas onde sou mais calma é onde sou mais profunda. E existe calmaria na profundidade? e essa é a minha natureza.
Vieram as tempestades de verão, aliás sou a chuva, o sol, e o mundo. Me julgam irreconhecível, diferente, mas por baixo da turbulência sou a mesma. Precisei ser clara, e fui, porém de maneira dúbia, como as águas de um recife - mais tarde quebram violentamente nos rochedos - para mostrar minha verdade.
Nem mais, nem menos, sou minha própria verdade, a minha existência, crente numa vida que parece descrente, a primavera passa, o calor também e é chegada a hora de reconstruir as pontes de gelo que ligam os continentes, os corpos, as mentes: o encontro!
E o encontro e o reencontro será possível até a próxima primavera, ou não!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vida Plantada



Na planta, plantei
e em minha vida destinei,
como o coração seguiria
se em pranto, ou plena melodia.

O tempo passou
e o costume mudou,
de linda melodia,
passou à agonia.

A planta de bela
passou a feia
e como reação em cadeia,
minha vida seguiu a dela.

O peito doia
A planta quase morria.
Hoje aos poucos regenera,
A planta e a vida minha.

Hoje, renascença plena,
ainda que confusa,
por conta de praga pequena
que breve tornarei difusa.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Eu saí, mas ainda não sairam de mim

Ao contrário do que todos pensarão ao ler essa postagem, essa não relata um caso de amor, ou nada que se refira a um relacionamento heteroafetivo, ou para os que não me conhecem homoafetivo (até por que sou heterossexual), enfim, não tentarei explicar, por que o que vale aqui é ser biologicamente correta e os que tem sensibilidade suficiente saberão o que estou falando!

Adoro essa música, alias adoro todo tipo de cultura construtivista

Fera Ferida
Maria Bethânia
Composição: Roberto Carlos e Erasmos Carlos

Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos rasgados na minha saída
Mas saí ferido
Sufocando o meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes no peito atingido

Animal arisco
Domesticado esquece o risco
_________________________________________
Eu sei quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
Morrendo aos poucos

Eu sei
O coração perdoa
Mas não esquece à toa
O que eu não me esqueci

Eu andei demais
Não olhei pra trás
Era solta em meus passos
Bicho livre sem rumo sem laços

Me senti sozinha
Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda um lugar um amigo

Animal ferido
Por instinto decidido
Os meus passos desfiz
Tentativa infeliz de esquecer.

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram à vendavais constantes
Eu sei
As cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci

Não vou mudar
Esse caso não tem solução
Sou fera ferida
No corpo na alma e no coração

Eu sei que flores existiram
Mas que não resistiram à vendavais constantes
Eu sei
As cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci