Eu filha do vento brisa e ventania...
E vento tem filha?
O vento não sei se de bom grado ou não, me deixou entrar na vida dele e no final das contas cuidou de mim no tempo e da forma que eu precisava. As vezes o vento era a ventania e depois se tornava uma brisa, mas o vento sabe se controlar e ser ameno quando necessário, para não poder quebrar e deixar de existir.
Muitas vezes o vento nunca estava comigo, pois o vento é nômade, não encontra ninho e quando encontrava fugia pelas minhas mãos... eu não tinha como evitar pois eu era metade terra e metade vento. Tive que me “criar sozinha” apesar de viver na casa do vento.
De tanto me criar sozinha, tive me adaptar ao que o vento me proporcionava e não sei se é bom ou ruim mas desenvolvi uma “diplomacia moleca” que as vezes tenho raiva dela, não sei se também herdei isso do vento.
Mas enfim...
O vento um dia quebra e deixa de existir... e assim me tornei a filha do vento, que nunca vai poder ser por completo igual ao vento...mas ... sempre vai mesmo que sem querer as vezes ser brisa e ventania.
Voe por todo mar e volte aqui
Pro meu peito...
Se você for, vou te esperar
Com o pensamento que só fica em você
Aquele dia, um algo mais
Algo que eu não poderia prever
Você passou perto de mim
Sem que eu pudesse entender
Levou os meus sentidos todos pra você
Mudou a minha vida e mais
Pedi ao vento pra trazer você aqui
Morando nos meus sonhos e na minha memória
Pedi ao vento pra trazer você pra mim
Vento traz você de novo
O Vento faz do meu mundo um novo
E voe por todo o mar e volte aqui
Pro meu peito...
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