Ariano em prosa, verso ou teatro... um autor perfeito!
Comecei a gostar de Ariano Suassuna, quando estava para prestar vestibular e fui obrigada a ler O auto da Compadecida e o Santo e Porca, na época eu não era muito adepta de leitura, até porque minha hiperatividade e impulsividade descontrolada não me deixavam ter paciência para nada, aliás, adorava me enganar com o resumo de obras, ou mesmo "lia" as obras em forma de filmes, o que era bem mais dinâmico.
Minha falta de paciência para a leitura não foi suficiente para arrebatar minha paixão por histórias e causos nordestinos e aos poucos, fui me apaixonando por escritores que retratavam a história que não sai do meu heredograma (biologicamente falando), a história de meus antepassados: Os judeus marranos do vale do médio Paraíba - “Eu sai do mato, mas o mato não saiu de mim!”
Não sou nordestina, mas fui criada aqui e diferentemente de meus primos, nascidos fora e trazidos igual a mim para cá, neguei minha "origem" sulista a tal ponto que não troco especificamente a minha Paraíba por nada, mas não vou falar do meu amor por Campina ou mesmo pelo estado.
Voltando a falar de obras literárias, mergulhei fundo no regionalismo e li desde Canaã aos mais diversos cordéis (recentemente comecei a colecioná-los), que falam da diversidade de MINHA TERRA, e já gostava de Ariano, quando um dia em minhas pesquisas li uma frase dele:
"Não troco o meu "oxente" pelo "ok" de ninguém!
Ariano Suassuna ...PARAIBANO... CURTO E GROSSO!!!
Identifiquei-me com essa frase, quando em uma de minhas viagens ao Rio de Janeiro, me disseram:
"- que interessante você fala bem e muito, não tem a mínima vergonha de ter sotaque de Paraíba!"
E prontamente eu respondi: “obrigada! Como dizem por lá, sou a carioca mais nordestina que se conhece por lá e não troco meu jeito de ser e falar pelo chiado de rádio velho de vocês, ou mesmo meu prato de buchada pelo feijão com arroz daqui!"
Assim, me dediquei à leitura e interpretação das obras de ariano!
Ariano, assim como João Cabral de Melo Neto e outros muitos autores foram muito felizes ao retratar de forma fidedigna o povo nordestino, um povo sofredor, porém alegre que nunca perde a fé em Deus por dias melhores.
SONETO DA AUTENTICIDADE
(para o mestre Ariano Suassuna)
Expoente muito mais do que digno
Da alma e da autêntica cultura nordestina.
Autor duma obra que traz um brio condigno
Expresso em livros e no abrir das cortinas.
Professor... Escritor... Igualou-se aos gênios
E fez da aula, um nobre espetáculo
Multiplicando o valor de cada vocábulo
Como se todos tivessem algum irmão gêmeo.
De vigorosa identidade e analogia cultural
Porque Mateus, todavia preferiu os seus
Tal qual na história do Movimento Armorial.
Notável dramaturgo, mundialmente paraibano
Que o Nordeste há tempos vem atiçando
E o Brasil reverencia como Mestre Ariano
Nenhum comentário:
Postar um comentário